quinta-feira, 11 de março de 2021

Itaewon Class

 (Esse post CONTÉM spoilers!) 

 Itaewon Class (2020), série de televisão sul-coreana (conhecidas no Brasil como doramas) protagonizada por Park Seo-joon, Kim Da-mi, Yoo Jae-myung e Kwon Nara, aborda, de forma insistente e detalhada: vingança, classes sociais, honra e crescimento pessoal. O romance é deixado um pouco de lado, apesar de haverem duas mulheres interessadas em Park Saeroyi, um ex-presidiário obstinado a ter seu próprio negócio e se tornar o melhor do ramo dos bares e restaurantes, e, assim, vingar a morte de seu pai. 

(Foto: Divulgação)


 Pra quem gosta de vilões fdp que te causem um gelo na espinha, estrategista e sem nenhuma piedade, esse dorama é pra você! O diretor Jang, proprietário milionário da Jangga e pai de Geun-soo, o bastardo tímido, reprimido e sonso, e Geun-won, o valentão cruel que ninguém ousava encarar por terem medo de seu pai, exige que Saeroyi se ajoelhe perante ele e Geun-won após um confronto físico e verbal na sala de aula. Movido por sua honra, Saeroyi se recusa, e seu pai, Park Sung-yeol, funcionário da Jangga, é demitido. 

 Park Sung-yeol, chefe de cozinha profissional, planeja, então, abrir seu próprio restaurante, mas morre atropelado, por uma imprudência de Geun-won. Ao descobrir quem é o assassino de seu pai, Saeroyi o agride e vai para a prisão por 3 anos. Geun-won é acobertado pelo pai, e a culpa pelo atropelamento cai em cima de outra pessoa. 

(Foto: Netflix)

 Algum tempo após sair da prisão, Saeroyi abre seu sonhado restaurante, e o nomina DanBam (noite doce). Seus funcionários, Geun-soo (sim, o filho bastardo do diretor Jang!), Seung-kwon (também ex-presidiário, da mesma cela que o chefe), Hyeon-yi, a cozinheira, Toni e Yi-seo, a gerente. 

 Falando pela minha experiência com doramas (não é tãaoo extensa assim), se esse não é o primeiro, é um dos primeiros a ter uma mulher transexual (Hyeon-yi) e um homem negro (Toni) como personagens recorrentes. 

 Enfrentando preconceitos, boicotes causados pela Jangga, os dramas entre as famílias de Saeroyi e Geun-soo, o amor não correspondido de Yi-seo por Saeroyi e seus ciúmes pela proximidade entre ele e Soo-ah (funcionária da Jangga e velha conhecida), o DanBam vai crescendo aos poucos, com a ajuda de aliados de fora. A obstinação e a sede por vingança de Saeroyi nunca são esquecidas, e, em vários momentos, ela atrapalha as chances de que o mesmo aproveite a vida, enxergue o amor ao seu redor e se concentre em outros assuntos. 

 Yi-seo, ou "maluquinha", como é apelidada, poderia facilmente fazer parte do elenco da novela Rebelde. É a mais jovem entre os funcionários do DanBam, possui uma paixão profunda pelo chefe, é ousada e em muitos momentos rude, e peça chave para o bom funcionamento do bar/restaurante. A evolução dela é uma das mais interessantes entre os personagens. 

Yi-seo, Saeroyi, Jang, Soo-ah. (Foto: Divulgação)

 E aí, será que o cabeça de castanha (apelido dado a Saeroyi por uma senhora misteriosa que mora perto do DanBam) vai conseguir se vingar? Quem vai conquistar o coração obstinado e a mente ocupada dele? QUANDO é que Geun-won vai pagar pelo que fez? Ficou curioso sobre o diretor Jang? ;) 

domingo, 20 de dezembro de 2020

Mulher Maravilha 1984

 Atenção: o post NÃO contém spoilers!  

 Estrelado por Gal Gadot (Diana Prince/Mulher Maravilha), Chris Pine (Steve Trevor), Kristen Wiig (Barbara Minerva/Cheetah) e Pedro Pascal (Maxwell Lord), e dirigido pela brilhante Patty Jenkins, Mulher Maravilha 1984 conseguiu superar o primeiro filme, e é mais um acerto para o universo compartilhado da DC Comics nos cinemas. 

 Depois de tantos adiamentos devido à pandemia de Covid-19, o filme foi lançado nos cinemas brasileiros em 17 de dezembro de 2020. Com medidas de precaução e salas bem menos cheias, os cinemas tem tentado se manter em meio ao caos atual. A Warner Bros Pictures, estúdio responsável pelo filme, decidiu lançar o longa nos EUA ao mesmo tempo no cinema e em seu novo serviço de streaming, o HBOMax, no dia 25 de dezembro, o que dividiu opiniões.


 A personagem representa vários ideais, como a esperança, o amor, a verdade, a justiça, compaixão, entre outros. Enquanto o primeiro filme focou no amor e na compaixão, o segundo abordou a importância da verdade e que tudo tem um preço. "Nada de bom nasce de mentiras, e grandeza não é o que você pensa." Outros pontos a serem comparados com o primeiro filme são as cenas de batalha, bem melhores no segundo, e, como se passam em épocas diferentes, o 1984 tem cores mais alegres e chamativas. Os vilões da sequência também se destacaram bem mais do que o Ares, e aplaudo a atuação do Pedro Pascal quantas vezes forem necessárias, e também elogio a de Kristen Wiig. 

 Se você sentiu saudades do Steve Trevor, assim como eu, aí está mais um motivo para assistir (via streaming, caso prefira evitar o cinema no momento). Ele retorna, não exatamente da forma que você pode ter imaginado pelos trailers, mas ele está presente e mais uma vez relembra a Diana o quanto ela é importante para todas as pessoas que salva todos os dias. 


 A armadura MARAVILHOSA da imagem acima não foi tão usada como eu achei que seria, entretanto, a história por trás dela é uma das coisas mais legais do filme, e você só vai perceber isso depois que assistir a cena pós-créditos, que é perfeita e também o tipo de coisa que me faz gostar mais ainda da DC Comics. 
 O que me resta comentar sobre a película sem entregar spoilers é que a trilha sonora continua incrível, há algumas referências ao filme anterior e, claro, aos quadrinhos, e finalmente vi algo que estava faltando nas recentes obras do gênero: super heróis salvando civis em situações comuns.


 Por fim, Mulher Maravilha 1984 é tudo o que eu sempre quis ver em um filme de super heroína e nem sabia como descrever. Obrigada, Patty Jenkins, por essa obra de arte.

Obs: os pôsteres são tão perfeitos que me deu vontade de postar TODOS aqui, mas não quis que o post ficasse muito grande. rs



sexta-feira, 14 de agosto de 2020

DORAMAS!

          
                    (Romance Is A Bonus Book, 2019. Atores: Lee Na-young, Lee Jong-suk) 

 As séries de drama sul-coreanos, também chamados de kdrama ou de doramas, consistem, em maioria, de uma temporada com 16 episódios de cerca de 1 hora e 10 minutos (é tipo uma novela reduzida). Até então, poucos tem dublagem em português, o que é uma pena, pois com ela alcançariam um público maior no Brasil. Porém, falando por experiência própria, afirmo que vale muito a pena deixar a preguiça de lado e ler as legendas! Parafraseando Bong Joon-ho: muita gente perde enredos incríveis por ignorar produções não dubladas em sua língua materna.
 Além de me apresentar uma cultura muito divergente da brasileira e das produções estadunidenses, britânicas e mexicanas, que são comuns para telespectadores do Brasil, também pude conhecer atuações diferentes, um estilo próprio de contar histórias, trilhas sonoras em uma língua que eu não entendo (no entanto, com alguns trechos em inglês e algumas músicas inteiras em inglês), mas que eu me apaixonei com força. Praticamente conheci um mundo novo.

(Memórias de Alhambra, 2019. Atores: Park Shin-hye, Hyun Bin)

Indicações:
  • Romance Is A Bonus Book
  • Pousando No Amor
  • Tudo Bem Não Ser Normal 
  • Memórias de Alhambra
  • Love Alarm
  • Holo, Meu Amor
  Todos esses estão no catálogo da Netflix, sendo a maioria produzida pelo Studio Dragon e algumas pela própria Netflix. Fiquem atentos às classificações etárias! ;)
 Para quem se interessa por tecnologia, jogos, ação e suspense, indico Memórias de Alhambra. O drama se passa em parte em Granada, na Espanha, e também na Coréia do Sul. Tem pouco romance e tem um pouquinho de humor também. A narrativa gira em torno de um jogo de realidade aumentada e como ele acaba afetando a vida dos jogadores e dos criadores. 
 O meu favorito, Romance Is A Bonus Book, indico para aqueles que gostam de um romance fofo mas que não foca apenas no amor, fala também sobre a vida, carreira, aspirações pessoais, amizade. Aviso: grandes riscos de se apaixonar pelo Eun-ho (Lee Jong-suk). Boa parte da trama se passa em uma editora de livros ou em livrarias, então, se você curte livros, esse é um belo BÔNUS.  
 Para quem prefere séries mais curtinhas, Holo, Meu Amor e Love Alarm atendem mais ao seu gosto. As duas tem episódios com menos de uma hora (54 minutos no máximo) e menos episódios: Love Alarm tem 8, e vai ter segunda temporada, e Holo, Meu Amor, tem 12 episódios. Holo acabou me surpreendendo de forma bem positiva, porque, quando vi o trailer e o resumo, achei que teria uma história bem bobinha, esperei uma produção fraca, porém, acabei gostando muito da série. Love Alarm é mais voltado pra um público adolescente e talvez jovem adulto, é mais leve (apesar de também tratar de assuntos mais sérios ao longo da temporada) e fofinho.

(Pousando No Amor, 2019-2010. Atores: Seo Ji-hye, Hyun Bin, Son Ye-jin, Kim Jung-hyun)


 Pousando No Amor, o primeiro dorama que eu assisti e pelo qual me apaixonei profundamente, foca muito em drama, romance, relações familiares (!!!), disputas por poder, questões políticas e, ao contrário do que estamos acostumados nas produções ocidentais atuais, paciência e persistência com o amor. Tudo Bem Não Ser Normal, que estou assistindo no momento, virou febre na Netflix e com mérito. Trata de doenças psiquiátricas/distúrbios psíquicos, romance, uma dose atraente de terror, e tem uma protagonista que não é bem o que você espera de uma personagem principal bonitona. Falando sério aqui, ela é muito linda, e brilhante como escritora, mas também é bem excêntrica.

Trilha Sonora:

 Além de tramas interessantes, os doramas que eu já assisti contam também com trilhas sonoras marcantes. Vou deixar aqui a minha lista com as minhas músicas favoritas dos kdramas que indiquei: 

  • Wake Up - Élaine (Tudo Bem Não Ser Normal)
  • Falling Again - KLANG (Love Alarm)
  • Is You - Ailee (Memórias de Alhambra)
  • Sigriswil - Kim Kyoung Hee (Pousando No Amor)
  • Rainbow - Rothy (Romance Is A Bonus Book)
  • Blooming Story - Tearliner ft. Jo Hae-jin (Love Alarm)
  • A Song For My Brother - Hyun Bin (Pousando No Amor)
  • In My Dreams - Tearliner ft. Love X Stereo (Love Alarm)
  • Longing Hill - April 2nd (Pousando No Amor)
  • Walking On Sunshine - Lee Hye Min (Romance Is A Bonus Book)
  • Here I Am Again - Baek Yerin (Pousando No Amor)
  • Love Again - Ji Pyeong Kwon ft. KLAZY (Holo, Meu Amor)
  • Got You - Ga Eun (Tudo Bem Não Ser Normal)
  • White Clouds - Soullette (Holo, Meu Amor)

(Holo, Meu Amor, 2020. Atores: Yoon Hyun-min, Ko Sung-hee)

Comentários extras com um pouco de spoiler:

Em quase todos os doramas, tem algum homem idoso que você vai odiar. hahahah 

Todos os atores coreanos com menos de 40 anos tem a pele lisinha e quase reluzente. Pode reparar!


Fiquem à vontade para indicar outros doramas que não estejam no post! :)

sábado, 18 de julho de 2020

Lendo de Cabeça Para Baixo!

Ler de cabeça pra baixo? O que isso quer dizer?


 A capa rosa e bonitinha e talvez o título podem te induzir a pensar que esse é mais um livro adolescente sobre uma garota carismática de cerca de 17 anos (viu os livros e o porquinho da índia?) que vai se apaixonar no meio da narrativa e depois vai ter um final feliz e romântico. Mas não é nada disso.
 Lançado em 2019, o livro de Jo Platt tem como protagonista Rosalind Shaw, mais conhecida como Ros (pra todo mundo, não só os íntimos). Ros foi abandonada no altar e, como é de se esperar, ela desaba por conta disso. E, calma aí, meu caro leitOr: não, ela não passa o livro inteiro criticando os homens e suas condutas. Com o passar das páginas, acompanhamos outros relacionamentos dando errado (e histórias de outros que já terminaram) ao redor da vida de Ros e como os personagens lidam com o fim e com novas paixões. 
 Além da passagem do tempo, de trabalhar, beber com os amigos e passar algumas vergonhas ocasionais (porém divertidas), ao conhecer novas pessoas e perceber o valor das que já estavam presentes e de si mesma, o foco dos pensamentos da protagonista muda, tornando menos pesado o trauma e mais fácil seguir adiante. "Lendo de Cabeça Pra Baixo" é uma leitura leve (sim, mesmo com os rompimentos), sem excesso de detalhes e introspecções prolongadas da narradora (a própria personagem) e divertido. 

 Após a leitura da obra de Platt, concluí que ler de cabeça pra baixo significa enxergar a vida e os contextos que nos envolvem de uma forma torta. Após o abandono, Rosalind sente pena de si mesma e demora a voltar a enxergar seu potencial, sua beleza interna e externa, por conta de algo em que ela depositava suas esperanças e confiança e que não se concretizou. É quando retoma a consciência de quem ela realmente é e de que nem tudo é feito pra funcionar como queremos, que afinal percebe que UM fim não impede novos caminhos e conquistas.
                             

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

The Witcher (2019)

- NÃO contém spoilers!
- As opiniões nessa postagem são baseadas apenas na série produzida pela Netflix.
- Classificação indicativa da série: 16 anos (gente pelada de vez em quando e violência não tão explícita).


 Antes de começar a devidamente falar sobre essa magnífica série, eu preciso comentar algo que tem sido muito falado: as semelhanças com a famosa série Game Of Thrones, também proveniente de livros. Seria The Witcher uma cópia de Game Of Thrones? Impossível. O primeiro conto de The Witcher, escrito pelo autor polonês Andrzej Sapkowski, foi publicado em 1986, e os contos subsequentes culminaram no lançamento do primeiro livro em 1990, enquanto isso, o primeiro livro de Game Of Thrones foi lançado em 1996, pelo americano George R. R. Martin. E com isso eu estou dizendo que GOT é uma cópia dos livros do bruxão? Também não! 
Prossigamos...

 Protagonizada por Henry Cavill (o nosso querido Superman) interpretando o bruxo Geralt de Rívia, Anya Chalotra como Yennefer de Vengerberg e Freya Allan como Cirilla, a série não foi um sucesso entre os críticos, mas tem sido aclamada pelo público, tornando-se até então a terceira série mais assistida de um serviço de streaming, perdendo apenas para Stranger Things e The Mandalorian (competir com Star Wars é difícil, não é mesmo? Aliás, tô amando The Mandalorian também!). A franquia possui livros, jogos eletrônicos, histórias em quadrinhos e agora temos também a série produzida pela Netflix. Com magia, suspense, monstros e outras criaturas não tão monstruosas mas igualmente fantasiosas, romance, músicas, espadas e disputas por poder, em 8 episódios de larga duração, a primeira temporada arrebatou o meu coração sem dó. Mentira, foi bem antes de terminar de assistir tudo. A trama acontece em épocas medievais onde todos andam a cavalo, tem casas de madeira, castelos, cavalheiros com espadas e armaduras, criaturas míticas como dragões, roupas típicas de produções cinematográficas que retratam essa época, etc e etc, mas não pense que encontrará apenas mulheres submissas e tratadas como qualquer coisa, como estamos acostumados a ver nesse tipo de roteiro. Muito pelo contrário, felizmente.


 Joey Batey, interpretando Jaskier, um bardo cantor, adicionou um humor necessário e não forçado à série, além de músicas que marcaram os episódios. Jaskier é um dos poucos amigos de Geralt, que está sempre em andanças e matando monstros, e o bruxo não é alguém muito amigável e simpático. Criativo, bem humorado e tagarela, Jaskier compõe uma música sobre o bruxo guerreiro com um refrão que ficou bem popular entre os fãs da série: 
Toss a coin to your witcher,
Oh, valley of plenty!
Oh, valley of plenty!
Toss a coin to your witcher
And friend of humanity!
(Dê um trocado pro seu bruxo,
Ó, vale abundante!
Ó, vale abundante!
Dê um trocado pro seu bruxo
Ele é quem nos garante!**)
**Tradução literal: E amigo da humanidade!

 Durante o desenvolvimento da temporada, novos personagens vão sendo introduzidos, novos lugares vão sendo mostrados, e ao percorrer dos episódios, diferentes linhas temporais são mostradas e NÃO há um aviso antes ou depois dessas mudanças temporais. Vi muitos comentários negativos sobre isso, contudo, prestando bem atenção, é possível acompanhar sem maiores confusões, é uma questão de estar atento ao que está acontecendo e quem está aonde.

 No mais, vou deixar aqui o trecho de uma das canções da série. Essa está no final do episódio 6, se não me engano: 

Her Sweet Kiss
The fairer sex, they often call it
But her love’s as unfair as a crook
It steals all my reason
Commits every treason
Of logic, with naught but a look
A storm breaking on the horizon
Of longing and heartache and lust
She’s always bad news
It’s always lose, lose
So tell me love, tell me love
How is that just?

But the story is this
She’ll destroy with her sweet kiss
Her sweet kiss
But the story is this
She’ll destroy with her sweet kiss

(Música original da trilha sonora, cantada por Joey Batey, escrita por Haily Hall, Sonya Belousova e Gionna Ostinelli)

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Coringa (2019)



 Antes de começar a resenha, alguns avisos:
  • Não há spoilers nessa postagem, apenas minha opinião e um breve resumo do filme.
  • Respeitem a classificação indicativa de +16. Não é para crianças.
  • Ao contrário de algumas críticas recebidas antes mesmo da estreia, o objetivo do filme não é tornar o Coringa algum tipo de herói ou fazer com que as ações dele pareçam louváveis.
  Dirigido por Todd Phillips e estrelado por Joaquin Phoenix, Joker (Coringa) mostra as origens - com liberdade criativa do diretor - de um dos vilões mais populares da cultura geek/pop. O maior vilão do Batman já foi interpretado por excelentes atores antes, mas, sem desmerecer os outros, eu PRECISO começar elogiando a atuação assustadoramente impecável do Joaquin. Pelos trailers, já era possível ver como o ator emagreceu para o personagem, só que isso é só um mero detalhe diante de toda a entrega dele para o longa. Para não dar spoiler, eu resumo sua performance e reafirmo o que disse nos avisos acima de que em nenhum momento a intenção do filme era tornar o palhaço do crime um herói, com as seguintes palavras: a todo instante você tem certeza de que Arthur Fleck tem sérios distúrbios mentais; pelos olhares, pelos sorrisos perturbadores, pelas ações e palavras.


 Diferente de tudo que se espera de um filme baseado em um personagem de quadrinhos e do que temos visto nos recentes anos, há mais do que a origem de um vilão e os crimes (bizarros/hediondos ou não) para ver. E não foi usado CGI no filme! Basicamente, qualquer um que tenha um pouco de empatia toma uma série de tapas na cara ao assistir e se deparar com intensas críticas à sociedade em geral. Sendo o personagem um psicopata maníaco insano e cruel, já é de se esperar que tenha bastante violência, e tem mesmo. Entretanto, discordando de especulações feitas antes do lançamento, ele não é retratado como um homem misógino que culpa as mulheres e a sociedade em geral por não conseguir se relacionar amorosamente. 
 Há muitos detalhes e tudo foi pensado com muito cuidado para a realização da obra. A fotografia do filme é muito bonita também. O Leão de Ouro por melhor filme que Coringa recebeu no Festival de Veneza foi merecido, com toda certeza. Quem assistir esse filme, não vai esquecer da narrativa dele tão cedo.

 Ah! Tem algumas surpresinhas para os fãs do Batman. Fico feliz que não houve vazamento (pelo menos eu não soube de nada) e que essas cenas não foram colocadas em nenhum trailer. 

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Ela (2013)

 Dirigido por Spike Jonze e estrelado por Joaquin Phoenix, "Ela" tem como protagonista Theodore Twombly, um escritor solitário e divorciado que se apaixona por um Sistema Operacional chamado Samantha. O elenco também conta com Amy Adams (Amy) e Scarlett Johansson (a voz de Samantha).
O filme foi indicado a três Globos de Ouro, tendo vencido por Melhor Roteiro, e cinco Oscars, e venceu também na categoria Melhor Roteiro.   


 "Todo mundo que se apaixona é louco. Apaixonar-se é uma loucura." - Amy 

 A atuação cativante de Joaquin Phoenix faz você ter vontade de abraçar Theodore forte o suficiente para que toda tristeza fuja de seu corpo. Em um mundo de alta tecnologia e após um divórcio, é mais fácil para ele namorar um sistema operacional (e ele não esconde o relacionamento de ninguém) do que se conectar com outras pessoas. Em diversos momentos a câmera foca no rosto do ator por um bom tempo, até mesmo porque a grande maioria das cenas acontecem entre ele e a voz de Scarlett Johansson, e você consegue sentir tudo que o personagem está sentindo instantaneamente, sem se tornar algo cansativo.

 Um detalhe que me chamou atenção nesse mundo de alta tecnologia do filme é que ninguém percebe que ele (aparentemente) está falando sozinho nas ruas, no trem, no trabalho, e a maioria das pessoas aceita bem o seu relacionamento com um "computador", exceto por sua ex-esposa, Catherine. Seria uma predição do futuro? 

Theodore: "Você [a gente] sempre vai desapontar alguém..." 
Amy: "Exatamente. Então que se f*da!" 


 "Eu só queria que você soubesse que sempre haverá uma parte de você em mim, e eu sou grato por isso. Quem quer que você venha se tornar e aonde estiver no mundo, estarei lhe mandando o meu amor. Você é minha amiga para sempre."
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Duração: 2h6min
Minha nota: 9,8/10
Gênero: comédia, ficção científica, romance, drama